Entenda porque as viagens corporativas não vão acabar

Publicado em 9 de dezembro de 2021

O turismo foi um dos setores econômicos que mais sofreram com o impacto da pandemia no último ano. 

Afinal, as viagens iam contra as determinações ao redor do mundo de isolamento social, para que os pesquisadores pudessem ganhar tempo para entender o vírus e buscar soluções para o problema. 

Agora, 21 meses depois do primeiro caso no Brasil e do fechamento de fronteiras importantes, como a dos Estados Unidos, que foi reaberta no último mês, os dados começam a apresentar uma maior procura por passagens aéreas e hospedagem, principalmente em viagens domésticas.  

O que alguns ainda se perguntam é: e as viagens corporativas? 

Afinal, nesse meio tempo, muitas empresas se adaptaram para modalidade de trabalho diferentes, como o home office ou o trabalho híbrido, de forma que foi possível realizar conferências, reuniões e treinamentos, de maneira remota.  

É o fim das viagens corporativas? Nós acreditamos que não e vamos explicar o porquê. 

As pessoas têm saudades do contato presencial 

Apesar das facilidades do home office, diversas pesquisas ao redor do mundo apontam para um sentimento de saudade do trabalho presencial, por boa parte dos brasileiros.  

Em agosto de 2021, o Índice de Confiança do Trabalhador do LinkedIn, 51% dos brasileiros registrados na rede pretendiam voltar à modalidade, que predominava antes da pandemia, nos 6 meses seguintes. 

Apesar dos esforços de tornar o trabalho remoto mais humano e sociável, nada como a troca diária, a facilidade do conversar frente a frente e a movimentação de pessoas, para inspirar um trabalho mais integrado e feliz.  

Isso vale também para relações empresas-clientes. Discutir projetos a distância, torna as prospecções mais difíceis. O que nos leva ao próximo tópico.  

Reuniões online são menos produtivas 

Os aplicativos de reuniões salvaram muitas empresas que precisam de negócios a distância para manterem suas atividades principais. Porém, as reuniões online não são ideais para produtividade, criatividade ou prospecção. 

O cansaço mental gerado pelo excesso de vídeo-chamadas nos últimos anos já surtiu efeitos e recebeu um nome da comunidade científica: zoom fatigue.  

Esse estresse é gerado por inúmeros fatores, como o excesso de contato visual, já que, nas reuniões online, o tempo todo temos a sensação de todos estarem olhando para nós.  

A falta de mobilidade é outro ponto, já que, em uma reunião presencial, é possível levantar, uma caneta cai no chão, você olha para os lados. Nas conferências online isso é impossibilitado, gerando mais ansiedade e desconcentração. 

Também lidamos com a sensação de espelho constante, olhando a nossa própria imagem por muito mais tempo no dia, o que desvia a concentração e gera obsessões, como dismorfia corporal, quando acontece com muita frequência. 

Tem mais! A dificuldade de interpretar comunicações não verbais, por causa dos mosaicos minúsculos muito diferentes do encontro presencial, geram mais esforços cognitivos para entender o outro e, consequentemente, mais estresse e cansaço. 

Algumas pesquisas apontam também para problemas físicos, como desconfortos nas costas, visão e enxaquecas.  

Tudo isso, diminui a vontade de participar das reuniões e desmotiva a concretização de projetos bem sucedidos. Interessante, não é? 

O contato presencial ainda é o melhor para a concretização de vendas 

Projetos que demandam muita confiança, detalhes e logísticas, são melhores apresentados de maneira presencial. Isso porque, o contato visual, a possibilidade de rascunhos e anotações e o famoso aperto de mão, gera mais confiança e aumenta as chances de um consenso amigável entre as partes. 

É fato, negociação e presença funcionam muito bem juntas! 

Dúvidas sobre a gestão de viagens corporativas? Fale com nossos especialistas 

O cenário ainda é de recuperação, mas os números mostram uma retomada das viagens corporativas, mesmo que mais lenta que no caso das viagens domésticas a lazer. Isso é reflexo da insegurança de algumas organizações em relação a crise, que ainda existe. Porém, já existem motivos o suficiente para apostar em uma recuperação mais rápida no próximo ano. 

Está com dificuldades de voltar a gerenciar as viagens corporativas da sua organização? Conte com uma equipe qualificada, com experiência de mercado, associada ao maior ecossistema de turismo do Brasil. Veja mais aqui.